Quero lhes contar das minhas
ultimas peripécias antes de embarcar para a Espanha...
Na segunda-feira, dia 23/01, meu carro foi
furtado no Carlos Prates, pouco antes de eu vir embora. Mas eu não estava
junto, graças a Deus. O pior nem foi isso. Eu fiz BO, liguei para a seguradora
que me pagou um táxi para Viçosa e eu vim só com minha bolsa de mão. Cheguei
meia noite em casa. No dia seguinte, uma mulher me ligou dizendo que o meu
carro estava parado na porta da casa dela e ela achou que ele tivesse sido
roubado (como estou vendendo o carro, meus telefones estavam no vidro).
Beleza!!! Até eu perguntar onde estava e ela dizer: “Carlos Prates!” Eu
perguntei: ‘”Na rua Bonsucesso?” E ela: “Essa mesmo!” Aí, eu falei assim: “Em frente a um muro coberto de hera?” Resposta: “Esse muro fica no quarteirão de
cima.” Gente, eu fiquei louca!!! Como eu achava que não fazia sentido roubar o
carro e deixar no quarteirão debaixo, eu passei a acreditar que eu tinha
esquecido onde estacionei o carro. E agora? O que eu ia falar para a Polícia? E
pro seguro? Fiquei em pânico achando que, ao invés de ir para a Espanha, meu
próximo destino era Barbacena. Eu e minha mãe pegamos o ônibus para BH e
achamos o carro. Ele estava na esquina
de baixo de onde eu tinha estacionado. Era rua Cambuquira esquina com
Bonsucesso. Estava intacto por fora. Eu esperei a polícia para abri-lo. Eu não
lembrava de tê-lo estacionado lá (mas isso é bem possível de eu fazer). Estava
quase no meio da rua, há quase um metro da calçada (o que eu podia ter feito) e
estava com os pinos abertos, embora vidros e portas estivessem fechadas (algo
também que eu não duvido nada de fazer). Aí resolvi olhar se tinham levado o
som. Neste momento, eu vi, pelo vidro, que o porta-luvas tinha sido arrancado
(Aí também não, né? Isso eu não ia fazer! Aí eu tive certeza que o carro tinha
sido roubado). Ufa! Que alívio! Quando a
polícia chegou, eles abriram o carro e vimos que tinham tentado fazer uma
ligação direta no carro e, como ele tem chave codificada, não conseguiram
levar. Não roubaram nada, mas como o
carro não ligava, o seguro pagou um guincho para Viçosa. Viemos eu, minha mãe e
o carro de guincho. Obviamente, depois de muita burocracia para liberar o
carro. Bem, depois dessa confusão toda, salvaram se todos: eu, minha mãe, o
carro e o que ainda resta da minha sanidade mental. Estou na maior expectativa
para a viagem, com um tanto de coisas atrasadas, sem conseguir dormir direito, mas
tudo bem.
A Dri (Adriana Ventura) me
emprestou um livro (como sempre) que adorei. Chama-se “Feliz por nada” da
Martha Medeiros. Num dos textos, chamado “Sisters”, ela faz uma homenagem ao
Dia das Mulheres, não pelo que elas fazem pelos filhos, pelo marido, ou pelo
mundo, mas pelo que elas representam umas para as outras. Amei. Até porque a
maioria das minhas amigas é mulher e resolvi transcrever um trecho:
“... precisamos de mulheres a
nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos
mais chatas do que os homens [eu não concordo com isso], porém, entre uma
chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e
roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma
boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja
barateira ou de uma receita para esquecer da dieta. Competitivas? Talvez, mas
isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão
dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso
abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa
humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes
de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.
Aprendemos a compartilhar nossas
virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas
e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam.
Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso. Em compensação,
nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que
uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia
inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas
casadas, mesmo, somos umas com as outras.”
Sempre digo que tenho
amigas-irmãs, então achei este texto perfeito. Neste momento, estou um pouco
sensível... Coisas de gente boba que nunca viajou para a Europa e acha que vai
para outro mundo... Então quero dizer o quanto vocês são especiais para mim e o
quanto vou sentir saudades...
A mesma autora, Martha Medeiros,
inicia o livro comentando sobre o melhor lugar do mundo para se estar... E ela
responde: dentro de um abraço!!! Mais uma vez, concordo com ela, em gênero,
número e grau. Mas acrescento que melhor ainda é estar dentro de um abraço
daquelas pessoas a quem queremos bem...
Por isso, deixo aqui meu abraço a
todas vocês, minhas amigas-irmãs, que fazem parte da minha vida e que eu amo
muito...
Abraços,
Ritinha.
Ritinha.
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