sexta-feira, 18 de maio de 2012

Levando saudades...















Queridos amigos e amigas,
Quero lhes contar das minhas ultimas peripécias antes de embarcar para a Espanha...
 Na segunda-feira, dia 23/01, meu carro foi furtado no Carlos Prates, pouco antes de eu vir embora. Mas eu não estava junto, graças a Deus. O pior nem foi isso. Eu fiz BO, liguei para a seguradora que me pagou um táxi para Viçosa e eu vim só com minha bolsa de mão. Cheguei meia noite em casa. No dia seguinte, uma mulher me ligou dizendo que o meu carro estava parado na porta da casa dela e ela achou que ele tivesse sido roubado (como estou vendendo o carro, meus telefones estavam no vidro). Beleza!!! Até eu perguntar onde estava e ela dizer: “Carlos Prates!” Eu perguntei: ‘”Na rua Bonsucesso?” E ela: “Essa mesmo!” Aí, eu falei assim:  “Em frente a um muro coberto de hera?”  Resposta: “Esse muro fica no quarteirão de cima.” Gente, eu fiquei louca!!! Como eu achava que não fazia sentido roubar o carro e deixar no quarteirão debaixo, eu passei a acreditar que eu tinha esquecido onde estacionei o carro. E agora? O que eu ia falar para a Polícia? E pro seguro? Fiquei em pânico achando que, ao invés de ir para a Espanha, meu próximo destino era Barbacena. Eu e minha mãe pegamos o ônibus para BH e achamos o carro.  Ele estava na esquina de baixo de onde eu tinha estacionado. Era rua Cambuquira esquina com Bonsucesso. Estava intacto por fora. Eu esperei a polícia para abri-lo. Eu não lembrava de tê-lo estacionado lá (mas isso é bem possível de eu fazer). Estava quase no meio da rua, há quase um metro da calçada (o que eu podia ter feito) e estava com os pinos abertos, embora vidros e portas estivessem fechadas (algo também que eu não duvido nada de fazer). Aí resolvi olhar se tinham levado o som. Neste momento, eu vi, pelo vidro, que o porta-luvas tinha sido arrancado (Aí também não, né? Isso eu não ia fazer! Aí eu tive certeza que o carro tinha sido roubado). Ufa! Que alívio!  Quando a polícia chegou, eles abriram o carro e vimos que tinham tentado fazer uma ligação direta no carro e, como ele tem chave codificada, não conseguiram levar.  Não roubaram nada, mas como o carro não ligava, o seguro pagou um guincho para Viçosa. Viemos eu, minha mãe e o carro de guincho. Obviamente, depois de muita burocracia para liberar o carro. Bem, depois dessa confusão toda, salvaram se todos: eu, minha mãe, o carro e o que ainda resta da minha sanidade mental. Estou na maior expectativa para a viagem, com um tanto de coisas atrasadas, sem conseguir dormir direito, mas tudo bem.
A Dri (Adriana Ventura) me emprestou um livro (como sempre) que adorei. Chama-se “Feliz por nada” da Martha Medeiros. Num dos textos, chamado “Sisters”, ela faz uma homenagem ao Dia das Mulheres, não pelo que elas fazem pelos filhos, pelo marido, ou pelo mundo, mas pelo que elas representam umas para as outras. Amei. Até porque a maioria das minhas amigas é mulher e resolvi transcrever um trecho:
“... precisamos de mulheres a nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens [eu não concordo com isso], porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja barateira ou de uma receita para esquecer da dieta. Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.
Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam. Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso. Em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.”
Sempre digo que tenho amigas-irmãs, então achei este texto perfeito. Neste momento, estou um pouco sensível... Coisas de gente boba que nunca viajou para a Europa e acha que vai para outro mundo... Então quero dizer o quanto vocês são especiais para mim e o quanto vou sentir saudades...
A mesma autora, Martha Medeiros, inicia o livro comentando sobre o melhor lugar do mundo para se estar... E ela responde: dentro de um abraço!!! Mais uma vez, concordo com ela, em gênero, número e grau. Mas acrescento que melhor ainda é estar dentro de um abraço daquelas pessoas a quem queremos bem...
Por isso, deixo aqui meu abraço a todas vocês, minhas amigas-irmãs, que fazem parte da minha vida e que eu amo muito...
Abraços,
Ritinha.

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